A23 perdeu diariamente quase três mil viaturas desde a introdução de portagens 

 

A A23 passou de 10.137 para 7.157 viaturas diárias, uma quebra acentuada que também se registou nas outras antigas SCUT cuja utilização começou entretanto a ser paga.

O tráfego na auto-estrada A23, que liga Torres Novas à Guarda, registou uma quebra de 29,4 % em dezembro último em comparação com o mesmo mês de 2010, mas a Estradas de Portugal admite que apenas 15,6% resulta da aplicação das portagens precisamente nesse mês. A A23 passou de 10.137 para 7.157 viaturas diárias, uma quebra acentuada que também se registou nas outras antigas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) cuja utilização começou entretanto a ser paga. A A24 passou de 6.374 viaturas diárias para 4.548, sendo a A25 a única das antigas SCUT (autoestradas sem custos para o utilizador) que receberam portagens em dezembro ainda acima das dez mil viaturas por dia, passando de 13.135 para 10.589. «Além do efeito da introdução das portagens, o tráfego nestas autoestradas sofreu também o efeito da atual conjuntura económico-financeira, que afecta cidadãos e empresas e que se reflecte, de uma forma generalizada, na evolução dos volumes de tráfego a nível nacional», justifica a EP. A empresa pública acrescenta que «com pouco mais de um mês decorrido após a introdução de portagens» ainda é «prematuro e especulativo» retirar «conclusões definitivas» a partir das quebras agora conhecidas. «Uma vez que nestes primeiros meses decorre um natural período de adaptação dos utentes à nova realidade, a evolução do tráfego ao longo deste ano irá certamente atestar as previsões já anunciadas anteriormente, que apontavam para uma receita total de portagens de cerca de 290 milhões de euros, dos quais 190 referentes às ex-SCUT», concluiu a empresa.





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