Os eleitos da Assembleia Municipal de Fornos de Algodres consideram que «a manutenção deste serviço público deve ser uma realidade» e rejeitam o seu encerramento com base nas estatísticas, que, consideram, não têm em conta «as necessidades da população» local. «O Tribunal de Fornos de Algodres, inaugurado pelo engenheiro António Guterres, é um edifício novo, com ótimas condições, com profissionais que vivem constantemente a causa pública», refere a moção a que a agência Lusa teve acesso. O documento também aponta que o edifício do Tribunal é «imponente» e «constituiu um enorme investimento da administração central e local, cujo encerramento não pode nem deve ser mais uma arma de arremesso contra o concelho de Fornos de Algodres». A Assembleia Municipal admite que, caso o serviço encerre, «a justiça de proximidade ficará mais pobre e muito mais lenta» para os habitantes. «Ninguém acredita que, centralizando estes serviços, a justiça se torne mais rápida. Antes pelo contrário», é assinalado. A moção sublinha que a posição dos membros da Assembleia Municipal de Fornos de Algodres foi tomada por unanimidade porque «a defesa dos interesses dos "fornenses" deve ser unânime e publicamente defendida» por todos os autarcas eleitos, «independentemente da sua ideologia política». O Tribunal de Fornos de Algodres é um dos quatro tribunais a encerrar no distrito da Guarda, a par de Mêda, Sabugal e Figueira de Castelo Rodrigo, segundo o documento de trabalho do Governo para a reorganização do mapa judiciário nacional.