Na Guarda, esta ação de protesto está a decorrer junto ao Parque Urbano do Rio Diz. Luís Pereira, porta-voz do grupo de manifestantes, refere que as empresas estão «contra a legislação do IMTT, que obriga a cumprir um horário, quando o nosso serviço se estende por 24 horas». «Assim sendo, somos obrigados a ter três motoristas para cada reboque, o que se traduz em custos que não podemos suportar», acrescenta. O objetivo do protesto passa, segundo Luís Pereira, por «tentar fazer com que essa lei seja revogada, porque achamos que temos o mesmo direito de ambulâncias, bombeiros e táxis, que estão isentos dessa medida». «É certo que as ambulâncias são carros prioritários e nós não somos, mas se o reboque de pronto-socorro não se deslocar quando necessário, a estrada não fica desimpedida. E uma vez que temos essa importância, queremos ter mais liberdade do que aquela que temos, ou seja, podermos conduzir na nossa área de intervenção, mas fazê-lo sempre que necessitarmos, e sem precisarmos de cumprir essa lei a que somos obrigados», defende. Para além desta paralisação, os manifestantes poderão «fazer uma volta de protesto pela cidade, uma espécie de um buzinão, se não houver uma reação até à noite». Esta ação de protesto reúne, de acordo com Luís Pereira, 23 reboques pertencentes a cerca de 15 empresas do distrito, e mais de 20 trabalhadores.