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Fonte: Dragan Tasic 
Transblues até domingo na Guarda 

 

O festival de blues, que já vai na quarta edição, é organizado pelo Teatro Municipal da Guarda e Junta de Castilla y León em Béjar (Espanha).

O Transblues chegou na passada quarta-feira, dia 18, à Guarda, onde no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda o português Frankie Chavez atuou. Ontem foi a vez dos Indiana Blues Band subirem ao palco do Café Concerto, onde apresentaram o seu primeiro disco intitulado “bloodline”, com 7 temas originais e algumas versões de temas muito conhecidos como “Love Me 2 Times” (Doc Pomus) ou “Hoochie Coochie Man” (Willie Dixon). Hoje, o Transblues muda-se para o Jardim José de Lemos com os Spikedrivers (Reino Unido). O grupo inspira-se no legado musical norte-americano, pelo que as suas músicas, harmonias vocais e composições instrumentais resultam num blues emocionante. De resto, já tem créditos firmados, pois a crítica especializada considera os Spikedrivers como uma das bandas mais inovadoras e originais da atualidade. É a proposta para a abertura do palco do jardim, que tem registado um assinalável sucesso nas edições anteriores. A norte-americana Sharrie Williams é o nome que se segue no sábado. Acompanhada pelos The Wise Guys, a fama das suas poderosas atuações precede esta cantora que é a garantia certa de uma noite inesquecível no Jardim José de Lemos. As suas referências e influências são outras grandes intérpretes do gospel, soul e blues, com Koko Taylor, Aretha Franklin, Tina Turner ou Etta James. Nos Estados Unidos, Sharrie Williams é apelidada de “Princesa do Rockin’ Gospel Blues” e apresenta agora o seu novo disco produzido e remisturado por Michael Freeman. “I’m Here To Stay” tem sido muito badalado pela crítica e foi nomeado para vários prémios nos EUA. O festival termina no domingo com o grupo espanhol Guitar Not So Slim, que editou recentemente um novo trabalho, intitulado “Bailout”, e que é uma viagem pela “roots music”, “ragtime” e blues dos anos 20/30. O projeto Guitar Not So Slim regressa ao verdadeiro âmago dos blues, que sempre se destacaram pela sua componente de alerta social e de protesto. Por isso, as canções são uma mistura eclética e as críticas vão desde o resgate financeiro e crise europeia à cirurgia estética, tudo isto com sons tribais. A banda conta já com dois álbuns, ambos com muito sucesso nos meandros dos blues e muito elogiados pela crítica. Os concertos, que decorrem no Jardim José de Lemos, começam  às 21h30 têm entrada livre.





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