O Castelo do Sabugal é uma marca a nível nacional e nós temos de utilizar essa marca. Não só o Castelo, mas outro património edificado, como a aldeia histórica de Sortelha, e outras aldeias que não fazendo parte desta rede das Aldeias Históricas, têm muita história e um castelo como Vila do Touro, Vilar Maior e Alfaiates. Há também alguns pontos de referência no concelho ligados à arqueologia e vários sítios com história. E tudo isto faz parte de uma rota que nós queremos dinamizar e desenvolver.
Lá está o exemplo do património cultural de excelência que o concelho do Sabugal tem que já é um cartaz enorme nas festas do Verão. Eu acredito também que a Capeia Arraiana é uma excelente forma de atrair turistas, ou seja, terá dois grandes méritos no futuro, um o trazer gente curiosa para ver “in loco” e para participar nestes fenómenos de tauromaquia popular. E a outra é fazer com que os filhos desta terra que saíram para o estrangeiro que continuem a ter a chama acesa e virem à terra reviver esta tradição tão enraizada no povo sabugalense.
Por um lado seria excelente que o concelho do Sabugal tivesse formatado todos os produtos turísticos amarrados a estes valores que já referi como a Reserva Natural da Malcata, o rio Côa, o Castelo do Sabugal e os outros castelos do concelho, a aldeia história de Sortelha, a cultura, a tradição e a gastronomia. Entre estes itens formatados e conjugados seria uma oferta excelente para quem visita o concelho do Sabugal. Mas o termos todas estas possibilidades é também o reflexo desta multifuncionalidade do território, porque na realidade é um território que nos transporta de Portugal para Espanha e vice-versa, é um território que nos transporta da beira alta para a beira baixa, é um território que nos transporta da bacia hidrográfica do Douro através do rio Côa até à bacia hidrográfica do Tejo através do rio Zêzere, é um território que nos une entre a Serra da Malcata e a Serra da Estrela, é no fundo é um território que faz a transposição da beira interior norte para a beira interior sul, ou seja, é um território muito heterogéneo até nas suas gentes e nos seus valores.
Escolhia algumas prendas para já o desencravamento de um concelho raiano como é este, no sentido de não marginalizar da influência dos eixos da A23 e da A25. Isso é a pior coisa que se pode fazer ao Sabugal é que seja marginalizado desses eixos, que o concelho não possa ter a mobilidade suficiente para chegar rapidamente a essas vias. Essa mobilidade que o concelho necessita é importante. Mas também conseguir desenvolver projectos como o do Parque Termal de referência junto à fronteira e de uma série de infra-estruturas de apoio ao turismo e ao lazer, que qualifiquem ainda mais o nosso território. Porque assistimos hoje ao final de uma luta entre o urbano e o rural, eu diria o começo de uma nova era que é complementaridade entre o urbano e o rural e o concelho do Sabugal quer ser um pólo de excelência rural.