Em causa está o anúncio feito pela CP onde refere que irá terminar o serviço comercial neste troço, demonstrando que a substituição do serviço ferroviário por autocarros em 2009 não se devia a «inadiáveis intervenções de modernização das (…) infraestruturas», mas sim a uma vontade encoberta de encerrar este troço». A JS recorda que «o troço Covilhã – Guarda foi encerrado para obras a 9 de março de 2009, tendo a CP indicado que este encerramento seria provisório. De seguida decorreram obras na reabilitação do túnel do Barracão (2,3 milhões de Euros) e a renovação integral de via do troço Caria – Maçainhas, incluindo a renovação dos edifícios das estações de Caria e Belmonte (7,9 milhões de euros). O projeto da Linha da Beira Baixa foi considerado relevante pelo Governo Português e pela União Europeia, que incluiu este troço nos projetos prioritários, constando na “Trans-European Transport Network”. As federações distritais de Castelo Branco e Guarda da Juventude Socialista irão enviar um ofício à Comissão Europeia «relatando a não utilização e abandono de um infra-estrutura que foi apoiada por fundos comunitários». A JS aponta o dedo à CP que «nunca apresentou qualquer estratégia comercial para este troço e os sucessivos governos foram adiando os necessários investimento», considerando incompreensível que ao fim de 10,2 milhões de euros de investimento, a linha «não tenha visto passar nenhum comboio». A JS acusa ainda o atual governo de ter uma «estratégia indisfarçável para acabar com o interior».