«Não será surpresa para ninguém que me candidatarei nessas eleições», anunciou Pedro Passos Coelho na Guarda, num encontro com militantes, promovida pela Comissão Política Distrital local. O também primeiro-ministro lembrou que as eleições irão escolher o presidente do PSD para os próximos dois anos, mas nos últimos tempos «não se tem falado nisso». «Significa que a maior parte de nós está mais compenetrada no seu trabalho e nas suas funções do que com as questões internas e isso é bom sinal», observou, acrescentando que está na altura de falar do assunto tendo em conta que o ato eleitoral está marcado para 3 de março. Passos Coelho disse desconhecer se «haverá outros candidatos ou não», defendendo que no congresso que se seguirá os social-democratas devem «atualizar» o programa e os estatutos do partido. «O principal debate que vamos fazer é sobre como é que o PSD pode estar hoje capaz de dizer aos portugueses: é com Portugal que estamos preocupados e não connosco próprios», declarou. No seu discurso, também afirmou que o congresso «vai ser um exemplo muito, muito importante para todos os portugueses saberem que confiaram maioritariamente o voto num partido que não está a discutir as pequenas lateralidades, que está a discutir o que é importante para Portugal». O líder nacional do PSD também garantiu que, enquanto estiver no Governo, olhará «a responsabilidades partidárias», como o fundador ensinou, «sabendo que há um tempo para tudo, mas que o mais importante é o nosso país». A terminar o discurso, disse aos militantes que o escutavam: «Espero que se sintam mobilizados por saber que hoje não há aqui quem desista, pelo contrário, há quem esteja com mais coragem e com mais firmeza, para lutar por Portugal».