A Federação Distrital do Partido Socialista (PS) da Guarda lamentou ontem a paragem das obras de construção do novo pavilhão do Hospital Sousa Martins (HSM) por falta de verbas, considerando que se trata de mais um "atentado" à saúde. Na terça-feira, dia da tomada de posse do novo conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, a presidente Ana Manso referiu que as obras de construção do novo pavilhão do HSM estão paradas devido a uma dívida de 12 milhões de euros, sendo retomadas logo que esse valor estiver pago. Segundo a responsável, a empresa parou as obras, há vários dias, por falta de pagamento, lembrando que o investimento é apoiado em 80 por cento pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), estando a restante verba de 20 por cento por conta do Estado. «Como o hospital não tem 20 por cento para avançar, também não pode receber os 80 por cento do QREN», disse, situação que inviabiliza o pagamento à empresa construtora e o retomar dos trabalhos. Hoje, o PS/Guarda, liderado por José Albano Marques, emitiu um comunicado onde "condena" a falta de verbas para conclusão do edifício hospitalar, considerado «um baluarte» dos «últimos governos socialistas» e edificado para «minimizar os constrangimentos da saúde» no distrito e no interior. No documento enviado à agência Lusa, intitulado «mais um atentado à saúde», os socialistas recordam que em janeiro de 2009 se regozijaram «por finalmente as obras do hospital da Guarda começarem a ser uma realidade concreta, cumprindo-se assim os compromissos assumidos». «No Governo do PS não se verificaram atrasos nos pagamentos que originassem a suspensão dos trabalhos, no entanto, na vigência deste mandato do Governo PSD/PP, em seis meses não se consegue vislumbrar uma solução para ultrapassar esta questão», aponta o partido. Também questiona se haverá «falta de vontade» do atual Governo para a conclusão das obras. «O PS prometeu. Serenamente, o PS cumpriu. O hospital vai ser uma realidade, mas com o atual Governo é caso para nos interrogarmos: quando?», lê-se no mesmo comunicado. O novo edifício, que corresponde à primeira fase do projeto de ampliação e requalificação da unidade hospitalar da Guarda, orçado em 45 milhões de euros, devia estar concluído em agosto. Quando o novo bloco estiver ocupado, deverão avançar as obras da segunda fase, estimadas em 59 milhões de euros, relacionadas com a requalificação dos dois pavilhões existentes.