Especialistas em temáticas judaicas defenderam hoje na Guarda a criação de uma «rede organizada» das judiarias da Beira Interior, para potenciar um produto turístico e cultural que abunda na região. Segundo António Saraiva, director da Agência de Promoção da Guarda (APGUR), que hoje promoveu um seminário sobre “Judiarias da raia - legado e futuro”, é importante apostar na criação de uma rede de judiarias que envolva vários parceiros. O responsável propõe uma rede «devidamente organizada», que envolva parceiros como autarquias, agentes de viagem e de hotelaria, para que o legado judaico contribua «para o desenvolvimento da região». António Saraiva defende que seja formada uma organização que tenha «por base a rede de judiarias da Beira Interior», que abarque os distritos da Guarda e de Castelo Branco, num território entre os rios Douro e Tejo. A rota abarcaria Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso, Almeida, Pinhel, Sabugal, Celorico da Beira (distrito da Guarda) e Belmonte, Fundão, Covilhã, Castelo Branco e Idanha-a-Nova (Castelo Branco), adiantou. Outro dos participantes no colóquio, José Afonso, que foi diretor da extinta delegação do Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico(IPPAR) de Castelo Branco, disse à Lusa que «é fundamental» apostar na criação de uma rede judaica na região, mas que abranja «todo o interior» e a região transfronteiriça. Também Antonieta Garcia, professora associada da Universidade da Beira Interior, considerou a necessidade de serem criados centros de interpretação judaica na região, para que seja feito «um levantamento de todos os vestígios existentes» na Beira Interior.