Fonte: Fábio Márcio Miranda 
Grupo de empresários do Sabugal dinamiza turismo com base no património judaico 

 

O objetivo é divulgar e rentabilizar as potencialidades do património judaico existente na região.

Segundo Joaquim Tomé, o projeto designado “Sepharad Lands” [Terras Sefarditas] visa «proporcionar acompanhamento e prestação de serviços ao nível da informação cultural, histórica e patrimonial» aos visitantes que pretendam conhecer o património e a história do concelho do Sabugal e de outros pontos do país onde existem vestígios judaicos. O empresário adiantou que foi criada uma "rede" de 15 empresários do Sabugal, de vários setores de atividade, desde a hotelaria à restauração, viagens e lazer, que futuramente poderá ser «alargada a outras zonas onde viveram os judeus ibéricos». A ideia surgiu com a finalidade de proporcionar aos visitantes desde transporte a estadias, «devidamente organizadas e planeadas». Segundo Joaquim Tomé, o projeto apareceu no seguimento da formação da Rede de Judiarias de Portugal, que reúne vários municípios com património histórico judaico, incluindo o do Sabugal. «A ideia é que haja complementaridade entre a ‘Sepharad Lands' e a Rede de Judiarias de Portugal», disse, explicando que o consórcio empresarial está «projetado para funcionar internacionalmente». A intenção dos promotores passa por garantir que os turistas que procuram os aspetos judaicos da região tenham «uma estadia agradável, com as suas necessidades satisfeitas, conforme as suas condições religiosas e culturais», explicou. Disse que o concelho do Sabugal já tem «capacidade de dar resposta a essas exigências», proporcionando uma estadia «de qualidade» aos visitantes, respeitando «as suas crenças e hábitos». Para Joaquim Tomé a rede agora constituída é «uma janela de oportunidade importantíssima para a promoção da região beirã junto de um mercado internacional específico que tem grande apetência por conhecer as suas raízes na Península Ibérica». Explicou que os mercados alvo da iniciativa são os internacionais, com «enfoque especial» nos Estados Unidos da América e Canadá, países do norte da Europa, Europa de Leste e Israel. A iniciativa também pretende ser «um contributo efetivo para o desenvolvimento das empresas da região» que, em conjunto, «podem apresentar-se no mercado internacional como uma proposta aliciante baseada no património histórico e cultural existente», disse. Em sua opinião, estão criadas condições «para um aumento de visitantes» à região da Beira Interior, numa altura em que o país vive uma «profunda recessão económica».





últimas notícias
todas as notícias e actualidades.