Segundo Cristina Correia, desde a abertura da loja social, em 18 de dezembro de 2010, até finais de novembro de 2011, apoiou 160 famílias, que representam «425 adultos e 273 crianças». Esta responsável adiantou que estão a ser auxiliadas famílias de fracos recursos económicos da freguesia de S. Miguel e de outros pontos do concelho e do distrito da Guarda. A loja abriu no mesmo mês em que fechou a fábrica Delphi, instalada na área da freguesia de S. Miguel, com o objetivo de auxiliar os desempregados da multinacional. No entanto, Cristina Correia indicou que a loja apenas tem sido procurada «pontualmente» por «uma ou outra família [de desempregados] da Delphi».Cristina Correia manifestou-se convicta de que a maior procura daquele serviço social por parte dos antigos operário fabris possa ocorrer quando deixarem de receber os subsídios de desemprego e tiverem esgotado as verbas das indemnizações recebidas. «O pior está para vir», admitiu, lembrando que o projeto foi criado «por causa da Delphi e das dificuldades que poderiam ocorrer, mas também tendo em conta a crise». Devido à situação em que o país se encontra, os próximos meses deverão ser «maus» e haverá «mais pessoas a recorrer» à loja social "Mão Amiga", disse. Apesar de os dados relativos aos meses de dezembro e de janeiro ainda não estarem contabilizados, Cristina Correia revelou que têm passado pelo espaço «três novas famílias» por semana. O projeto social "Mão Amiga" ocupa uma loja do Mercado Municipal de S. Miguel e foi criado com a intenção de «suprir necessidades imediatas das famílias carenciadas, adultos e idosos de fracos recursos económicos e, ainda, crianças e jovens que apresentem necessidades básicas de subsistência». A loja recolhe e disponibiliza vestuário, mobiliário, brinquedos e eletrodomésticos, cedidos por empresas ou particulares, e também aceita a troca de uns artigos por outros. Pontualmente também distribui bens alimentares. Funciona à quarta-feira, das 10 às 12 horas e das 15 às 17 horas, com a colaboração de uma jovem voluntária apoiada pelo rendimento de inserção social, indicou. A responsável referiu que o espaço ocupado pela loja social é exíguo, o que obriga a armazenar bens nas instalações da Junta de Freguesia de S. Miguel, situada nas proximidades.