Caros amigos
Na Guarda, como em todos os Distritos do País, mas especialmente na Guarda, todos sentimos aquele que consideramos ser um dos maiores problemas de hoje: o Desemprego. O fraco tecido empresarial e produtivo deste Distrito é sem dúvida o maior entrave ao desenvolvimento e produção de riqueza, factores que nos proporcionariam, com toda a certeza, uma melhor qualidade de vida; a segurança e o bem-estar que todos pretendemos. Como sabem, o CDS-PP realizou a sua Rentrée, no passado dia 22 de Agosto, na Praça do Peixe, em Aveiro, com um comício onde o Presidente do Partido, Paulo Portas, não só fez um retrato real e factual da situação difícil e preocupante em que se encontra o País, como também apresentou ideias e propostas concretas para os problemas que a todos nós afectam. Alertou para o Desemprego que atingiu valores impensáveis, alertou para o Défice que atingiu um nível preocupante, alertou para o Endividamento Externo que é cada vez maior, alertou para os apoios à Agricultura que não chegam efectivamente aos Agricultores, chamou a atenção para os índices de pobreza que aumentaram, exprimiu preocupação pelos índices de criminalidade, principalmente a criminalidade violenta e organizada, etc. Apresentou propostas, nomeadamente a baixa de impostos às pequenas e médias empresas, pediu contenção e responsabilidade no investimento público, propôs o apoio efectivo aos agricultores, propôs leis penais mais duras para combater a criminalidade, entre outras medidas. Em relação a este discurso, o Partido Socialista, pela voz do Dr. Augusto Santos Silva, afirmou que se trata de um discurso puramente demagógico que não traz nada de novo. Pois bem; o PS considera portanto que, por exemplo em relação ao desemprego, prometer a recuperação de 150 000 empregos (um número exacto), num período onde teríamos uma conjuntura económica inevitavelmente imprevisível, em que vários analistas alertavam para os riscos especulativos dos mercados financeiros por falta de uma regulação e supervisão eficaz, mercados estes que invariavelmente afectam a economia real; a tudo isto o PS não considera Demagogia, porque foi exactamente o que fez há quatro anos e meio. Ao contrário, propor uma redução de impostos às pequenas e médias empresas, para estancar a hemorragia do desemprego, não avançando porém com um valor, pois tem que se ponderar um valor que, não pondo em causa o défice publico, estimule efectivamente a criação de emprego, e sem avançar também com um número exacto de postos de trabalho; para o PS isto é que é Demagogia. Caros amigos, cabe a cada um de nós fazer a avaliação destes factos e dar a resposta nos próximos dias, 27 de Setembro e 11 de Outubro com o nosso voto.
Miguel Pires
Secretário da CPC de CDS-PP da Guarda